Empresários pedem redução do IVA para o fumeiro
Actualmente o imposto para os produtos regionais é de 23 por cento, o que está a dificultar a vida a quem tem negócios neste ramo de actividade.
Sónia Carvalho, empresária do sector agro-alimentar, realça que esta é uma medida necessária “para que os produtos regionais continuem a ter qualidade”.
Álvaro Santos Pereira, passou por Mirandela, na passada quinta-feira, no âmbito da apresentação do Programa “Portugal Sou Eu”, uma iniciativa promovida pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que é um dos parceiros (ver coluna).
Os empresários entregaram o documento através da Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) e da Câmara Municipal.
O presidente da ACIM, Jorge Morais, justifica esta petição pelo facto de a alheira ser um produto âncora ao nível da empregabilidade. “Há 600 postos de trabalho e 12 indústrias”, salienta o responsável.
Jorge Morais garante que o aumento da taxa do IVA da restauração já contribuiu para a redução de postos de trabalho no concelho. “A taxa de desemprego está a aumentar e estamos a ser atingidos pela desertificação”, alerta o presidente da ACIM.
O presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, apesar de não ter recebido qualquer resposta da parte do governante sobre o assunto, acredita que o Governo vai ser sensível aos argumentos para baixar o IVA de 23 para 13 por cento nos enchidos e na restauração.
Benefícios para o Interior só quando a Troika for embora
Durante o discurso, Álvaro Santos Pereira aproveitou para responder aos pedidos, mas lembrou que o acordo com a Troika é um entrave à discriminação positiva do Interior.
“Benefícios fiscais para o Interior, sim, mas só depois de terminar o programa de assistência financeira que o Governo acordou com a Troika”, disse o ministro da Economia.
Álvaro Santos Pereira defende que terá de haver discriminação positiva para o interior em matéria fiscal. “ Temos que construir e desenvolver Portugal de uma forma harmoniosa. Por isso, temos que avançar com incentivos financeiros para as micro empresas instaladas em regiões como esta”, concluiu o governante.