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Festa de Santo Estevão ainda é o que era

Festa de Santo Estevão ainda é o que era
  • 8 de Janeiro de 2013, 09:32

Este ano não foi excepção e, na passada quarta-feira, dezenas de pessoas juntaram-se na sede da Junta de Freguesia para a tradicional refeição comunitária, a chamada Mesa de Santo Estevão.
175 quilos de bacalhau, 150 de batatas e outros tantos de couve, deram que fazer às cozinheiras de serviço, num trabalho que exige algum esforço e muita dedicação.
Uma das cozinheiras, Celeste Faria, participa há já 20 anos na confecção da refeição. Diz que “é uma festa que dá muito trabalho”, mas “muito agradável”. “É muito bom poder ajudar nesta festa que junta o povo todo”, acrescentou.
Os caretos também são uma presença habitual na festa. Antigamente tinham como função não deixar roubar a comida e o vinho da mesa. O presidente da Junta de Freguesia de Rebordãos, Adriano Rodrigues, relembra que “quando as varas que eles trazem eram presas pelos cidadãos, eram obrigados a dar um beijo”. “Hoje é habitual um homem dar um beijo a outro homem, mas antigamente isso era um escândalo. Eles não queriam ser presos para não se beijarem”, revelou o autarca.

Mulheres escapam

Quem vai à festa não consegue passar invisível aos olhos destes homens mascarados. Fazem parar os carros e quem não alinhar nas brincadeiras leva com um pau, com mais ou menos força. Só as mulheres parecem passar imunes. A população diz que a tradição é para manter. É o caso de Jorge Faria. Este habitante de Rebordãos diz que “é uma festa divertida, com umas porraditas”, mas lembra que “eles não batem a toda a gente, só a quem se mete com eles”.
Velhos e novos juntaram-se na Festa de Santo Estevão. Este ano a adesão da população foi maior do que em anos anteriores.

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