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Casa abrigo há três anos no papel

Casa abrigo há três anos no papel
  • 31 de Dezembro de 2012, 09:33

A Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança (ASMAB) já investiu cerca de 40 mil euros neste projecto, que está parado e sem data para avançar.
“O Programa Operacional Potencial Humano (POPH) não está a lançar candidaturas, porque também não há dinheiro, e as prioridades são outras. É um projecto que temos em mãos, é um investimento que a ASMAB fez no projecto e também no terreno, que embora tenha sido cedido pelo município, já fizemos lá investimento. E estamos parados com o betão”, realça o presidente da instituição, Alcídio Castanheira.
A ideia de construir este espaço surgiu na sequência da criação do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica, há quatro anos, uma esta estrutura de âmbito distrital, que funciona nas instalações da ASMAB.
Alcídio Castanheira diz que, de ano para ano, se tem registado um aumento do número de vítimas na ordem dos 15 por cento.

Cinco lugares
no distrito

“Tem havido um aumento até por causa da crise. Sabemos que a maioria dos problemas familiares provêem da falta de dinheiro. O dinheiro não faz a felicidade, mas é meio caminho andado. Quando os agregados familiares entram em instabilidade financeira, depois provocam-se outras questões que estariam algo adormecidas”, constata o responsável.
Perante esta realidade, Alcídio Castanheira defende que é necessário construir mais uma casa abrigo, tendo em conta que no distrito só existe uma casa, da Santa Casa da Misericórdia, com capacidade para cinco vítimas.
“Muitas vezes as pessoas têm que ser encaminhadas para pensões, outras vezes vão para outras casas abrigo fora do distrito, e achamos que Bragança merecia ter uma casa abrigo que desse resposta aos casos que vêm sendo encaminhados para o núcleo”, defende Alcídio Castanheira.

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