Ligações aéreas suspensas
O último avião parte hoje de Lisboa às 15:50 horas e chega a Bragança às 17:20 horas.
De recordar que a Aerovip já estava a operar nesta linha fruto de um prorrogamento do contrato com o Governo, desde o início do ano, altura em que expirou a última concessão.
Cerca de nove meses depois, o Governo não só não abriu um novo concurso público, como anuncia que está a estudar um novo modelo de subvenção para esta ligação aérea. Esta situação causa alguma estranheza ao consultor da Aerovip, Carlos Amaro. “É estranho deixar acabar a linha, que só por si torna esta empresa menos competitiva para concorrer a outro tipo de concurso e, naturalmente, com prejuízo para o Estado, que ainda está a estudar um novo modelo, quando este contrato com a Aerovip já foi feito numa situação dita extraordinária”, realça o advogado.
O presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, reuniu, na passada sexta-feira, com o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, que informou o autarca de que o actual modelo de subvenção não pode ser mantido, pelo que o Governo está a delinear um modelo alternativo, cujo financiamento seja ao passageiro, transferindo parte do risco deste processo para os operadores.
Receio pelo fim
da carreira aérea
Recorde-se que, até agora, o Governo disponibilizava uma subvenção anual, que ronda os 2,5 milhões de euros.
Perante esta situação o autarca receia pelo fim das ligações aéreas Bragança-Lisboa. “Existe algum receio atendendo às circunstâncias e às limitações do mercado aeronáutico no nosso País e também ao mercado em termos regionais, no que diz respeito aos utilizadores, estar perante um início de fim da ligação aérea, o que seria uma situação completamente incompreensível e um retrocesso de mais de 15 anos”, sublinha Jorge Nunes.
O edil lembra que foram feitos investimentos “enormes” ao nível das infra-estruturas aeroportuárias, nomeadamente em sistemas de informação, de segurança, de certificação de procedimentos. “Se este processo for interrompido durante um tempo excessivo corresponde de facto a uma degradação do serviço e a um retrocesso inquestionável”, alerta Jorge Nunes.
O autarca de Bragança vai agora esperar até Março do próximo ano pela decisão do Governo em relação à ligação aérea regional.