Fileira do olival em debate
O director Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, considera que há desinteresse pelo olival por parte de quem investe na agricultura, mas o presidente da AOTAD, António Branco, discorda e assevera que é preciso mais apoios para esta cultura.
“O senhor director manifestou aquilo que é a sua opinião, mas a minha é diferente porque eu continuo a ver plantar olivais sem financiamento e acho que há realmente um descrédito no recurso ao financiamento. Este PRODER foi algo muito esquisito do ponto de vista das candidaturas”, reforçou António Branco.
O objectivo deste simpósio foi debater os problemas da fileira e aproximar a investigação da produção.
Esta 6ª edição duplicou todos os indicadores, comparativamente a edições anteriores, o que veio dar força à reivindicação do presidente da AOTAD para ser criado um Centro Tecnológico do Azeite que, por falta de vontade política, tem vindo a ser adiado. Outros dos reparos prende-se com dinamização da interprofissional do azeite, que existe, mas segundo o edil não está a ser impulsionada.
Luta pelo Centro Tecnológico
“Há muito tempo que temos vindo a lutar pelo centro tecnológico. É um esforço que é necessário fazer e o simpósio demonstra que há essa capacidade de congregar toda a investigação numa só unidade”, afirma António Branco.
Um outro aspecto que foi alvo das críticas do presidente da AOTAD foi a falta de vontade dos governantes em estarem presentes neste simpósio. “A verdade é que o azeite vive de palmadinhas nas costas por muitos dos nossos governantes, porque quando se trata de falar em aumento de exportação aparecem na televisão a dizer que é muito importante e quando se trata mesmo de apoiar o sector, estando presente neste seminário, pelos vistos esquecem-se”, critica António Branco.
A organização garante que o simpósio foi um sucesso e que teve a maior taxa de participação de todas as edições.
“Este simpósio foi um dos mais participados. Não tenho comigo presente os números dos anteriores, mas em relação ao ano passado duplicamos em tudo, em número de participantes, em número de indicadores e em número de comunicações”, conclui o responsável pela organização, José Pereira.