Região

“Cachão não é caixão”

  • 20 de Agosto de 2012, 08:28

O deputado da Assembleia Municipal de Mirandela, Pedro Fonseca, também participou na manifestação e diz mesmo que se trata de “um crime de saúde pública”. “O Ministério do Ambiente concluiu em 2010 que se trata de 16 poluentes neurotóxicos com potencial cancerígeno”, sublinhou.
O deputado garante que em 2010, o Ministério do Ambiente mandou encerrar as duas unidades, e não entende como ainda continuam a funcionar. “São empresas que não respeitam a legislação e que foram mandadas encerrar pelo Ministério do Ambiente e estão a trabalhar em pleno”, afirmou.
Pedro Fonseca explica que dadas as circunstâncias, “a população resolveu juntar-se e invadiu as instalações e mostrou o que estava escondido há muitos anos”.
Pedro Fonseca vai mais longe e condena o presidente da Câmara Municipal de Mirandela (CMM) e o delegado de saúde por se alhearem deste alegado crime ambiental. O deputado diz que “o delegado de saúde de Mirandela alheia-se a esta situação e o engenheiro Branco deve estar a fazer alguma confusão entre Cachão e Caixão”. “Ele deve querer pôr as pessoas do Cachão no caixão”, salientou.
Fernanda Freitas, uma popular que participou na manifestação, garante que a população vai adoptar medidas drásticas, caso as unidades não sejam encerradas. “A população entrou e não apareceu nem a GNR nem a Câmara, porque eles sabem que nós temos razão”, garantiu. “Mas se não tomarem providências nós iremos tomar medidas mais drásticas”, afirmou.

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