Região

“Empreendorismo não é um decreto-lei”

  • 14 de Agosto de 2012, 08:56

A lógica de reivindicação dará lugar a uma lógica de auto-afirmação
e de inovação, que se encarregará de atenuar os efeitos da desertificação.

Jornal Nordeste (JN) – Numa altura em que se fala tanto em crise profunda, a EDP continua a investir e a incentivar a economia.
Sérgio Figueiredo (SF) – Há duas formas de lidar com a situação: queixamo-nos e pedimos que alguém nos resolva os problemas ou então encontramos em nós próprios as soluções e as saídas. Evidentemente que isso não se faz sem liderança, sem que alguém tome a iniciativa, se organize e puxe para a linha da frente quem tem mais responsabilidades, porque empreendorismo não é um decreto-lei.
Fomentar o emprego não é uma maternidade, é um processo sistémico que tem regras. Têm que ser os próprios que vivem as situações, que vivem os problemas a dar o essencial da resposta.
Isto não se fazia sem o envolvimento, por exemplo, dos técnicos municipais que trabalham no banco de ideias e que acompanham todo o processo do Prémio EDP Empreendedor Sustentável.
Isto não faria sentido se o programa se extinguisse no momento em que os premiados são anunciados publicamente. Portanto, é preciso consistência e é preciso consequência, pois tem que haver um follow-up.

JN – O apoio da EDP esgota-se na entrega deste prémio, ou vai mais além?
SF – Medidas a avulso podem ser muito excepcionais e muito extraordinárias, mas temos que ter a capacidade de as integrar com outras coisas que estão ao lado, que façam sentido e que se complementem. Criámos o tal sistema novo. Vou dar um exemplo: no Natal na EDP lançámos uma iniciativa chamada “Sabores das Barragens”, que eram cabazes de Natal que foram postos à disposição dos colaboradores da EDP e da comunidade em geral, porque abrimos duas lojas, uma no Marquês de Pombal, em Lisboa, e outra na Avenida da Boavista, no Porto. Ali vendemos 3 mil cabazes com produtos de Trás-os-Montes e cinco produtores escolhidos, dois do quais vencedores da primeira edição deste prémio. Isso significa que as pessoas para serem empreendedoras correm riscos, porque ser empreendedor não é fazer um depósito bancário. Têm que ser incentivadas, mas não podem ser entregues à sua própria sorte.

Entrevista na íntrega para ler nesta edição do Nordeste Desporto nas bancas com o Jornal Nordeste.

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