“Barragem de Foz Tua não é necessária”
A dirigente nacional do partido, Manuela Cunha, garante que o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse, em reunião com “Os Verdes”, na passada quinta-feira, que “não há calamidade energética se esta barragem deixar de existir em Portugal”.
Manuela Cunha sublinha que o governante assegurou, ainda, que “não iria fazer a defesa da barragem do ponto de vista energético”.
“Então porquê avançar com uma barragem, que não é necessária e que ainda por cima tem implicações extremamente danosas sobre o Vale do Tua?”, questiona a ecologista.
Para Manuela Cunha não faz sentido avançar com este projecto, que está a endividar ainda mais o País. “ Nós perguntamos como é que se permite que a EDP, que faz tudo isto com recurso a empréstimos bancários, possa endividar mais o País no seu todo, para construir uma coisa que o secretário de Estado da Energia diz que não é necessária”, acrescenta a dirigente nacional do partido.
“Os Verdes” dizem que o pagamento de uma indemnização à EDP pela suspensão da construção não é justificação para avançar com o empreendimento, dado que as rendas a pagar pelo Estado à empresa acarretam encargos superiores. Visão diferente tem a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que esta semana acompanha a “Missão Unesco”, pois acredita que é possível conciliar a barragem de Foz Tua com a classificação do Douro como Património Mundial.