Região

Moncorvo. E agora?

  • 24 de Julho de 2012, 11:39

O assunto, contudo, foi tratado na praça pública até à exaustão. A empresa que detém a concessão, a MTI, nunca fez questão de guardar a sete chaves as operações de prospecção e ainda se apressou a anunciar o interesse desse gigante mineiro que é a Rio Tinto. Os brasileiros, contudo, chegaram à conclusão que o avultado investimento a realizar nas minas, associado às não menos pesadas contrapartidas exigidas pelo Governo português, tornavam o negócio pouco rentável e decidiram desistir do projecto. Tão simples quanto isto.
Resultado: Moncorvo já perdeu o parque eólico e, se não aparecerem outros investidores, corre o risco de não conseguir reactivar a exploração do ferro.
Pior: as obras no IP2 estão concluídas e levaram um bom número de trabalhadores que, de quando em quando, consumiam na vila. Na barragem do Baixo Sabor ainda há centenas de operários, mas o que será do concelho quando este empreendimento terminar?
As minas de ferro podem ser uma boa tábua de salvação e sabe-se que o próprio ministro da Economia ainda acredita numa solução.
São estas e outras questões que vão estar em foco na mesa redonda que o Jornal Nordeste e a Rádio Brigantia organizam no próximo dia 26 de Julho, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Torre de Moncorvo, entidade que apoia esta iniciativa, aberta a toda a comunidade.

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