Bombeiros de Macedo em dificuldades
O líder do PS-Macedo, Rui Vaz, reuniu com a direcção da instituição e explica que a “situação financeira é calamitosa”. O dirigente conta que “para além da penhora que paira sobre o quartel antigo, das ambulâncias e dos veículos de combate a incêndio, a associação tem também uma dificuldade de tesouraria monstruosa”.
Rui Vaz esperava que a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (CMMC) pudesse “deitar as mãos” à associação, mas a autarquia já veio dizer que não pode resolver a situação.
O vereador da CMMC, Carlos Barroso, diz que a Câmara não é a única entidade que pode ajudar a salvar instituição. “A solução deve partir principalmente do interior da Associação Humanitária, nomeadamente através da racionalização de custos, e de uma reestruturação interna que permita reorganizar todo o processo de prestação de serviços à população”, sustenta o autarca.
Carlos Barroso vai mais longe e diz que a “Câmara Municipal não tem como ideia deitar dinheiro para os problemas”. “Essa versão é tipicamente socialista e foi isso que levou o país ao estado em que está”. Por isso, o vereador conclui que “a CMMC está disposta a ser parte da solução, mas não a ser a solução exclusiva”.
Confrontado com estas afirmações, Rui Vaz diz que “a Câmara já provou noutra instituição da terra, que é o Clube Atlético de Macedo, que chegou a um ponto que não pode ajudar em termos financeiros, porque gastou dinheiro demais durante dez anos”.
Se a CMMC não ajudar, o futuro da Associação Humanitária é “fechar as portas”, lamenta o líder do PS de Macedo Cavaleiros.