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“Nem pau, nem bola”

“Nem pau, nem bola”
  • 17 de Julho de 2012, 09:21

Quem o diz é o presidente autarquia local, Aires Ferreira, que ainda não recebeu nenhuma informação oficial sobre o abandono deste projecto, mas a confirmar-se garante que tem consequências negativas para o concelho. Até porque foi inviabilizado um parque eólico na serra do Reboredo, devido às limitações impostas pela MTI, a empresa que detém a concessão das minas de ferro até 2070.
“Com tantas complicações o promotor do parque eólico acabou por desistir, mas nunca houve incompatibilidade entre uma coisa e a outra. Agora o que se constata, se for verdade o que está a ser divulgado, é que o concelho perdeu um parque eólico e agora também perde a perspectiva das minas. Portanto, nem pau, nem bola”, lamenta o autarca.
Aires Ferreira acredita, no entanto, que as minas de ferro ainda podem voltar a ser exploradas.
“Eu reafirmo que acredito que as minas de Torre de Moncorvo ainda vão voltar a ser exploradas. Agora todo este processo terá sido mal conduzido. A ser verdade que a empresa desistiu do projecto por não ter demonstrado rentabilidade económica. Eu acho que só por incompetência”, salienta o edil.
De recordar que a empresa anglo-australiana Rio Tinto desistiu da exploração das minas de ferro de Torre de Moncorvo, depois de várias semanas de negociações entre o actual concessionário e o Governo.
O investimento previsto era superior a mil milhões de euros e previa a criação de centenas de postos de trabalho.
Segundo a Lusa, as conversações terminaram na semana passada, depois da MTI “não ter conseguido provar junto da Rio Tinto que o projecto era viável e rentável”, adiantou uma fonte ligada às negociações.
1.220 postos de trabalho travados por falta de rentabilidade das minas de ferro de Torre de Moncorvo.
O investimento iria permitir, numa primeira fase, a criação de 420 novos postos de trabalho directos e cerca de 800 indirectos, bem como a criação de um pólo de investigação e desenvolvimento no Nordeste Transmontano, com parcerias com instituições locais e internacionais.
A mesma fonte refere também que, para além da incerteza do projecto, a decisão da Rio Tinto em abandonar Moncorvo teve também a ver com um plano de redução de custos e uma alteração na sua política de investimento, que inclui o adiamento de novos projectos e a focalização no negócio na Austrália.

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