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Escuteiros regressam ao Parque de Montesinho

Escuteiros regressam ao Parque de Montesinho
  • 11 de Julho de 2012, 09:45

Este é o segundo ano consecutivo que a região acolhe os jovens ao abrigo de uma parceria entre o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e o Serviço de Voluntariado Internacional.
Cerca de 300 escuteiros vão estar na região transmontana durante este mês nas freguesias de Espinhosela, Gimonde, Gondesende, Parâmio e Quintanilha, do concelho de Bragança, e Fresulfe, Gestosa e Moimenta, do concelho de Vinhais.
Na aldeia de Terroso, concelho de Bragança, um grupo de escuteiros belgas já iniciou as actividades. O presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela elogia o trabalho dos escuteiros. “Aqui estão a restaurar o centro de convívio. Começaram na parte interior onde estão a pôr uma primeira camada de tinta e depois vão passar para o exterior. Também já lixaram e pintaram o tronco. Estão a pintar o lavadouro e a mudar a telha”, explica Telmo Afonso. Segundo o autarca, “o grupo que vem a seguir vai para Cova de Lua restaurar o recinto da Senhora da Hera e a casa de apoio às festividades”. O presidente da Junta salienta que “esta mão-de-obra dá muito jeito. Se não fosse assim tínhamos de a pagar”.
Os jovens salientam o espírito do trabalho voluntário durante as férias, considerando tratar-se de uma experiência enriquecedora e admiram o acolhimento que receberam.

“Só é pena não estarem por aqui o Verão todo para fazer aquilo que os portugueses não fazem”

“A iniciativa serve para partilhar a nossa experiência, descobrir e conhecer novas coisas, que é o que nós gostamos de fazer”, refere Cedric Gerard.
“Permite-me descobrir novos lugares e pessoas, de estar entre os meus amigos e de me divertir. É a primeira vez que participo e é muito divertido, é uma excelente experiência”, considera Marie Butstran.
Já Ramiro Remi diz que “as pessoas daqui são muito generosas e acolhedoras. Toda na gente sorri e é simpática. Uma vez estávamos ali junto à estrada, os bombeiros passaram e buzinaram e nós respondemos com acenos”.
A população aprecia o trabalho desenvolvido pelos escuteiros belgas e sobretudo o intercâmbio cultural que se proporciona.
“Animam bastante a aldeia, só é pena eles não compreenderem o português, mas trabalham bastante e são muito dados com as pessoas”, refere Adérito Gomes, acrescentando que “só é pena não estarem por aqui o Verão todo para fazer aquilo que os portugueses não fazem”.
Ana Pires considera “que são jovens e dão animação à aldeia e os trabalhos que estão a fazer são excelentes. São muito simpáticos e estão a fazer coisas que, se calhar, nós não teríamos tempo para as fazer”.

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