Região

Protocolos

  • 11 de Julho de 2012, 09:33

Em primeiro lugar porque assinar este tipo de acordos leva os responsáveis camarários a aceitar os cortes propostos pela Administração Central. Em segundo porque deixa transparecer uma atitude de resignação face às medidas anunciadas. E em terceiro porque, obtida a anuência dos autarcas, o Governo transforma os protocolos em letra morta e não cumpre a maioria das cláusulas.
Recuemos a 1988 e 1992, quando o executivo de Cavaco Silva decidiu apagar do mapa a Linha do Sabor e 79 quilómetros de Linha do Tua, entre Mirandela e Bragança. Houve autarcas que assinaram um protocolo com a CP, que garantia a beneficiação de várias estradas nacionais e um serviço alternativo ao comboio em autocarro. Resultado: as estradas só foram reparadas alguns anos depois e o serviço de autocarros só durou até a CP querer.
Por isso, todo o cuidado é pouco. O mesmo é dizer que no processo de extinção de comarcas, o Governo já inventou a figura das extensões e não tardará a aliciar os autarcas com minutas de protocolos que não serão para cumprir.

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