Victor Noronha, a “alma” da formação alvinegra, não diz adeus… apenas um até já
Depois da mudança de direcção não diz adeus mas um até já ao clube enquanto dirigente, porque vai continuar como pai de um dos craques da formação e um associado atento.
Empresário jovem de sucesso em Mirandela esteve à conversa com o Nordeste Desporto e fez o balanço de seis anos à frente da formação do S.C.M.
Nordeste Desporto (ND) – É um adeus ao Sport Club Mirandela?
Vítor Noronha (VN) – Adeus não, é um até já, embora não tenha previsões de quando ou como vou regressar, ou se regressarei mesmo algum dia como dirigente. Agora é um até já porque em Setembro estarei de regresso como pai de um atleta da formação, um pai e associado activo, preocupado em apoiar o clube, sempre disponível para ajudar e emprestar a minha experiência se a quiserem. O clube é dos associados e estes devem colaborar com as estruturas do clube a todos os níveis, devem ser críticos pela positiva para ajudar, e devem ser aquilo que sempre esperaram dos associados enquanto dirigentes que regressam a associados.
ND – É fácil cortar laços criados em anos, de um dia para o outro?
VN – Não é assim tão linear é mais complexo. Um associado é alguém que gosta de um clube e não quem quer tornar menos caro o pacote de jogos por época, ou não deve ser assim, pelo menos eu não vejo as coisas dessa maneira. As pessoas não devem ser exigentes com os outros quando o não são com elas, não devem criticar por criticar vendo apenas o ângulo que lhe dá mais jeito. Um clube é uma coletividade, é de todos e não é de ninguém. Sempre senti que merecia mais apoio e solidariedade dos associados, embora tenha vivido situações incríveis e impensáveis de apoio dos verdadeiros associados, porque do outro lado sempre fui disponível e solidário com as direções, como vou continuar a ser.
ND – E a época que findou em Junho com os campeonatos de benjamins e infantis? Foi positiva?
VN – Foi uma época trabalhosa mas bem trabalhada, e por isso bem sucedida, não tanto como esperávamos e merecíamos porque demos o nosso melhor em função do clube e dos atletas da formação. Tínhamos uma equipa técnica em qualidade e quantidade para cada escalão, com massagistas e fisioterapeutas, e havia sempre directores no apoio aos treinos e jogos. Sinto que fomos prejudicados, como sempre fomos nestas seis épocas em alguns jogos, também não tínhamos condições de treino. Faltaram-nos campos de treino e maior cumplicidade de quem devia estar ao lado do clube, por isso não conseguimos um sucesso maior a coroar um trabalho honesto e dedicado, mas mesmo assim faço um balanço muito positivo.
Uma entrevista para ler na íntegra na edição desta semana do Nordeste Desporto