Desporto e cultura podem acabar em Mogadouro
O autarca local, Morais Machado, diz que a lei obriga o município a reduzir o quadro de pessoal em 2 por cento, o que impede a autarquia de colocar nos quadros os cerca de 20 colaboradores com contratos a prazo, que terminam no próximo mês de Setembro.
“Nós construímos uma série de equipamentos, desde a Casa das Artes, Biblioteca, Casa da Cultura, museu, criámos programas de desporto e de música e tudo isso está a funcionar, porque temos jovens da terra contratados. Não podendo colocar essas pessoas nos quadros estas infra-estruturas, que custaram muito dinheiro, deixam de funcionar”, constata o autarca.
Morais Machado garante que a autarquia tem capacidade financeira para novas contratações e diz mesmo que fica mais caro subcontratar o serviço a empresas privadas. Para o autarca esta situação é dramática para o concelho.
“Para o município é péssimo. São todos jovens, alguns são casados, começaram a fazer aqui casa, outros já têm filhos e são pessoas que deixando de ter aqui emprego vão para outras terras, abandonam Mogadouro e isso é um grande problema”, lamenta o edil.
O que preocupa Morais Machado é também a paralisação das actividades culturais e desportivas no concelho.