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A solidão mora mesmo aqui ao lado

A solidão mora mesmo aqui ao lado
  • 16 de Maio de 2012, 08:13

À semelhança das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, também Bragança tem idosos que vivem sozinhos ou que, apesar de viverem com familiares se queixam de não ter qualquer tipo de apoio. Exemplo disso é o Bairro da Mãe d’Água. Aqui encontramos idosos que muitas vezes passam dificuldades financeiras ou têm problemas familiares. Isabel Antónia tem 91 anos e vive com o filho que tem esquizofrenia. Além da reforma não chegar para as despesas, sofre com a doença do filho que tem a seu cargo. “Vivo com um filho que tem aquela doença na cabeça que às vezes chegam a matar os pais. Mas eu sei-o levar e não é agressivo. A polícia acompanha-o muito”. E acrescenta: “Só vivo da ‘reforminha’ que são 42 contos. Pago renda de casa, mas tenho de comprar comida, remédios para os ossos, para o estômago… Precisava de mais ajuda mas não ma dão, que havemos de fazer?”, questionou. Por vezes à falta de dinheiro junta-se a violência doméstica que também é uma realidade no Bairro Social da Mãe d’Água.

Agente da PSP ronda
o bairro há cinco anos
e convive com os
moradores

Ana Martins tem 77 anos e o cão é a única companhia diária. “A minha companhia é um cãozinho”. Mas acrescenta que tem outro amigo especial: “ E o senhor João, que é o nosso guarda-costas.” João Gonçalves é um nome familiar a quem aqui vive. É agente da PSP de Bragança e há cinco anos que ronda o bairro e convive com os moradores através do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade.
Garante que conhece os problemas de quem com ele se cruza diariamente. “São pessoas que vivem sozinhas e, como polícia de proximidade, estão mais à vontade para desabafarem”, confessou, Muitas vezes é no agente Gonçalves que estes idosos vêem um ombro amigo. E desde que por aqui anda garante que a criminalidade tem diminuído.

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