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Jovens aprendem a fazer escrinhos

Jovens aprendem a fazer escrinhos
  • 4 de Maio de 2012, 08:31

Maria da Glória Fonseca aprendeu a transformar palha e silvas em cestos há 12 anos, numa formação que decorreu naquela aldeia. Seguiu a carreira de artesã e hoje é formadora de um grupo de jovens que estão a aprender a fazer escrinhos. A artesã gosta de ensinar a arte aos mais novos, mas diz que a dureza do trabalho tem levado alguns formandos a desistir do curso.
“Inscreveram-se 14 pessoas, mas cada vez são menos, porque diz que é um trabalho muito difícil e ninguém quer este trabalho”, lamenta Maria da Glória.
E se fazer os escrinhos é um trabalho difícil, antes ainda é preciso arranjar a matéria-prima no campo.
“A palha tem que ser semeada, ceifada, escolhida e enrolada às manadas. A silva tem que ser apanhada numa altura que esteja em condições e depois limpá-la, tirar-lhe os picos, enrolá-la e depois cozê-la. Só depois é que entrelaçada para fazer os escrinhos”, explica a artesã.
Os cestos já não são usados para as lides agrícolas como antigamente, mas ganharam um novo espaço na decoração de interiores.
“Ainda se faz muito. Eu tenho ali uma encomenda de mais de cem escrinhos para uma oferta de uns anos. Antes o cesto era para o lavrador, para meter a farinha, para meter o farelo, a fornada do pão. Agora já são mais para pôr em cima de um frigorífico, num canto de uma casa, em cima de uma mesa com fruta”, enumera Maria da Glória.
Em Vimioso, o artesanato é uma tradição que ainda se mantém. No concelho há vários artesãos, que fazem tapetes de lã de ovelha, artigos em cobre e alforges de forma manual.

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