Escolas esgotam Teatro Municipal
A Mostra de Teatro Escolar de Bragança será a ”cabeça de cartaz” do TMB, entre 4 e 23 de Maio, com a estreia de seis novas peças produzidas, encenadas e representadas por professores e alunos de outras tantas escolas locais.
A Junta de freguesia da Sé organiza esta mostra há nove anos, num apelo à criatividade do espírito estudantil, tendo adquirido já espaço próprio no panorama cultural da região, segundo o presidente da Junta, Paulo Xavier.
Os jovens arrastam a família e novos públicos à mostra que conquistou o palco principal do TMB, onde são apresentadas as produções desde há três anos.
A sala do TMB tem capacidade para 400 espectadores e os bilhetes estão já esgotados, garante o autarca.
Os preços são simbólicos e as quantias angariadas revertem para as escolas.
A preparação destes espectáculos envolve centenas de pessoas nos estabelecimentos de ensino que fizeram do Teatro uma actividade extracurricular e trabalham durante quase todo o ano lectivo nas produções a estrear em maio.
O Teatro de Estudantes de Bragança (TEB), do Instituto Politécnico de Bragança, abre a mostra, a 4 de maio, com a peça “Ananke”, sobre “a crise de existencialismo humano de hoje em dia”.
Do Politécnico surge outra produção, da Escola Superior de Educação, que apresentará, a 9 de Maio, “Mestre Ubu”, “uma sátira à vontade e fome de poder e falta de ética”.
A Escola Secundária Abade de Baçal aposta nas obras literárias que fazem parte dos currículos e apresenta, a 11 de maio, um espectáculo baseado no “Memorial do Convento”, de José Saramago.
Os responsáveis do estabelecimento de ensino entendem que esta é também uma forma de despertar o interesse dos alunos pelas obras literárias e de estimular a sua leitura.
As tradições regionais são o mote para a encenação da Escola Secundária Emídio Garcia que, a 16 de maio, oferece “Contas Nordestinas”, inspiradas nos contos de tradição oral registados pelo escritor transmontano Pires Cabral.
A mostra encerra com a “fantasia futurista” da Escola Secundária Miguel Torga, na peça “O segredo de Chantel”, para mostrar que, apesar de toda a inovação tecnológica, haverá sempre lugar para “o sonho e a imaginação dos livros, em papel, de contos infantis”.