Região

Estudantes em dificuldades

  • 25 de Abril de 2012, 08:53

O programa Erasmus foi criado pela União Europeia para dar uma oportunidade aos estudantes de conhecerem novas culturas e realidades, fazendo parte dos seus estudos num país diferente do seu e inspirou outros programas de mobilidade entre instituições de ensino superior.
Os estudantes beneficiam de bolsas para estas experiências, mas que parecem estar a revelar-se insuficientes face às dificuldades financeiras ditadas pela crise, a causa apontada pelos jovens em mobilidade para desistirem do programa.
“A quantidade de alunos que está a desistir é anormal e o argumento é que os pais não têm dinheiro para suportar o encargo que já tinham normalmente (com os estudos) mais o encargo adicional (da estadia no estrangeiro), já que a bolsa não cobre tudo”, disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
Sobrinho Teixeira apontou o caso do instituto que dirige, o de Bragança, “onde se está a notar uma redução com uma expressão muito forte, porque é a instituição que maior nível de mobilidade tem, com mais de 700 alunos, que representam 10 por cento” do total da comunidade estudantil.
Segundo disse, “35 por cento dos estudantes em Erasmus desistiram”.
O representante dos politécnicos defende que Portugal devia “sensibilizar a União Europeia para aumentar o valor das bolsas”, sob pena de os alunos com menos capacidade económica não poderem beneficiar desta oportunidade.
A ideia com que Sobrinho Teixeira fica, depois de ouvir os argumentos dos estudantes, é que as famílias portuguesas estão a cortar em “tudo aquilo que não pareça essencial”, apesar de continuar a fazer “todos os esforços que podem para suportar a qualificação dos seus filhos”.

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