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Mirandela não desgruda do pódio

Mirandela não desgruda do pódio
  • 27 de Março de 2012, 09:18

Desde muito cedo se percebeu que o jogo ia ser jogado mais com a cabeça que com os pés, que a luta de bancos seria intensa e muito importante, e que com as equipas a jogar tão concentradas, não só não iriam arriscar muito como não cairiam no erro, e que a haver um vencedor este seria encontrado ou na genialidade e inspiração individual, ou na estrelinha, porque erros não deveria haver.
Acabou por haver genialidade e erro. Genialidade de Paulo Roberto a “pôr-se a jeito”, criando todas as condições para ser derrubado num lance em que já perdera o ângulo de remate e se encontrava sem linhas de passe, e no erro de Bruno Monteiro ao cair na armadilha que lhe montaram.
Foi um jogo em que o equilíbrio foi uma constante, com ambas as equipas a utilizarem tácticas muito idênticas e muito bem encaixadas uma na outra, os blocos muito juntos e a funcionar como um Harmónio, retirando espaço e linhas de passe, penetração e remate ao seu adversário.
Com tanto acerto das equipas, concentração, preocupação em não dar espaços e a só arriscar pela certa, não houve muitas situações de golo, mas, nas que surgiram, qualquer um dos guarda-redes mostrou concentração e qualidade.
Apesar de ambas as equipas terem valido pelo coletivo, é de justiça destacar Bertinho, cerebral na gestão do ataque, um Borges volátil a alta velocidade e Paulo Roberto genial e frio nos anfitriões, e Queiroz todo o terreno, Bruno Monteiro maestro, e Victor Hugo pendular nos visitantes. Mas o maior destaque vai para a guerra táctica de Pedro Monteiro e Carlos Pinto, com o técnico trasmontano a surpreender, mais uma vez, com os métodos e recursos num plantel tão curto e sem todos os recursos disponíveis.
A vitória assenta muito bem aos locais, embora o 3-1 fosse o resultado mais correcto, e com golos o espetáculo teria sido perfeito.

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