Agricultores em protesto
No protesto, promovido pela Confederação Nacional de Agricultura na passada quinta-feira, o dirigente Armando de Carvalho sublinhou que o Estado português não pode ficar à espera de Bruxelas e deve agir de imediato.
“Desde já, o Governo devia dar uma ajuda às explorações e aos animais que estão, neste momento, já a passar fome, porque não têm pasto suficiente e os agricultores não têm capacidade financeira para comprar palhas e rações”, afirmou.
As diferentes reivindicações ficaram registadas num documento entregue, depois de uma marcha pela cidade de Mirandela, na sede da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
Para além desta ajuda nacional, os agricultores reclamam a antecipação das ajudas comunitárias, o pagamento das ajudas de 2011 que ainda não foram pagas na totalidade, um aumento do benefício fiscal do gasóleo agrícola e exceções nas contribuições para a Segurança Social, que “muitos agricultores não têm capacidade financeira de pagar”.
As organizações da lavoura acusam ainda o Estado de estar a “alhear-se” do problema da sanidade animal, onerando os produtores de gado com “entre 50 a 60” por cento dos custos do controlo.
Segundo explicou Armando Carvalho, em causa está a subvenção financeira do Governo para o trabalho de controlo dos animais feito pelas chamadas OPP, Organizações de Produtores Pecuários, antigos ADS.