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  • 2 de Março de 2012, 16:34

Esperava-se, por isso, que a estreia deste galardão, entregue no passado dia 20 de Fevereiro, reconhecesse o trabalho de figuras ímpares da comunidade bragançana.
Esta é, de resto, a condição essencial para envolver, verdadeiramente, os munícipes neste prémio, incentivando-os a designar pessoas, entidades ou instituições que se têm destacado na sociedade, tal como prevê o regulamento do Prémio.
De facto, foi isso que aconteceu com Helena Genésio, que todos os bragançanos conhecem pela actividade meritória que tem desenvolvido enquanto directora do Teatro Municipal de Bragança.
O mesmo não se aplica ao presidente da Diputación de Zamora, Fernando Martinez Maillo, e a Luís Braga da Cruz, ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Não está em causa o mérito destas duas personalidades, nem tão pouco o seu contributo para o desenvolvimento regional. A questão é saber se o Município quer um prémio onde os cidadãos se revejam ou se prefere um galardão elitista, atribuído a personalidades que a maioria dos munícipes ignora, em função das mais variadas conveniências.
Desconhece-se quem propôs Fernando Martinez Maíllo e Luís Braga da Cruz, bem como a constituição do júri que lhes atribuiu o prémio, mas é certo que a maioria dos munícipes não sabe quem são, nem se revê no seu trabalho.
No caso particular de Fernando Martinez Maíllo, que preside à Diputación de Zamora desde 2003, o traçado de algumas estradas provinciais, em particular das que confinam com os limites do distrito de Bragança, nem sempre é um bom exemplo de cooperação transfronteiriça…

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