Silvano tomou posse para vencer as autárquicas
E perante o olhar atento do Secretário Geral do PSD, Matos Rosa (que deixou o auditório Paulo Quintela, em Bragança, de orelhas a arder), desfiou um rol de lamentos pelas nomeações (ou falta delas) no distrito bem como pelos indícios de perda de mais serviços na região transmontana, sobretudo na saúde. E, se for preciso, prometeu voltar a sair à rua em nova manifestação de protesto ao lado da população, como já fez no passado. De igual forma, vê com preocupação a “redução drástica dos postos de trabalho nos hospitais e centros de saúde”, que pode pôr em causa a prestação de cuidados na região, e reivindicou um regime de excepção para o transporte de doentes não urgentes para o distrito de Bragança.
José Silvano chamou ainda a atenção para o encerramento de mais serviços um pouco por todo o Nordeste Transmontano. “No nosso distrito já encerraram bastantes serviços. Governo Civil, Instituto de Desporto, o IPJ que será extinto, os centros de emprego, que ficarão um ou dois. Valia mais acabar com alguns serviços em Lisboa e criá-los no Interior do país e no distrito de Bragança”, frisou.
Numa cerimónia que contou com muitos dos notáveis do partido na região, à excepção de alguns presidentes de Câmara, José Silvano pediu “justiça e equidade” para os transmontanos nas nomeações, pedindo que não se passe do tempo em que se procuravam quadros na administração pública e câmaras municipais porque tinham currículo, para um em que “isso já não é currículo mas cadastro”. Deixou ainda um aviso às concelhias. Caberá à distrital uma palavra decisiva na escolha dos candidatos autárquicos porque é o alvo das críticas na derrota.
AGR