Região

Bragança sem cinema

  • 11 de Janeiro de 2012, 10:03

A empresa ligada à sétima arte tinha três salas no BragançaShopping encerrou na passada sexta-feira, apanhando desprevenido o próprio presidente da Câmara, Jorge Nunes.
A directora do BragançaShopping, Mariema Gonçalves, confirmou à Lusa que “a partir de hoje [sexta-feira] deixa de haver exibição de filmes nas três salas” daquele espaço comercial, que eram as únicas a oferecer cinema aos cerca de 30 mil habitantes da cidade. Segundo explicou, o contrato que o centro comercial tinha com a Castello Lopes terminou na sexzta-feira e a empresa proprietária da rede de cinemas em Portugal entendeu não renová-lo.
A direcção do BragançaShopping adiantou estar a desenvolver “todos os esforços” no sentido de ocupar novamente as três salas deixadas vagas, mas ressalva não poder garantir o regresso do cinema.
“Era importante, mas não sei se vamos conseguir”, disse Mariema Gonçalves, acrescentando que “o grande problema” com que se tem deparado o espaço comercial que dirige é “não conseguir atrair investimento para Bragança.
Segundo a responsável, “as grandes marcas alegam que Bragança não tem população residente e envolvente que corresponda às perspectivas de negócio”.
O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, garante que a autarquia assegurará a oferta de cinema à população, caso nenhum operador privado se mostre interessado na prestação deste serviço.
Jorge Nunes afirmou que a autarquia ainda não teve tempo de analisar a situação, mas garantiu que existe a possibilidade da utilização de infra-estruturas municipais para garantir a exibição de cinema.
“Não o fizemos até ao momento para não concorrer com os privados, mas vamos ponderar, analisar os recursos disponíveis e as condições em que pode ser feito”, afirmou.

Câmara garante cinema
à população na falta
de privados interessados

Incluir a exibição de filmes na programação do Teatro Municipal de Bragança é uma das possibilidades, segundo avançou o autarca.
As salas de espectáculos são o modelo adoptado pela maioria dos municípios do distrito de Bragança para garantir esta oferta às populações.
No entanto, a grandes estreias de cinema estão sempre reservadas ao circuito comercial e só depois passam pelas salas geridas pelos municípios, pelo que a capital de distrito fica à margem deste mercado.

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