Sair em grande
Os resultados das recentes eleições para a Comissão Política Distrital do PSD atestam a sua capacidade de gerar consensos e angariar simpatias.
No plano autárquico, foi com Silvano que Mirandela ganhou a sede da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, o Tribunal Administrativo e Fiscal, a Escola de Hotelaria e Turismo e a delegação da ASAE. À perda da maternidade, o município soube responder com o Hospital da Terra Quente e perante a ameaça de perder a PSP, eis que surge uma nova esquadra.
Curioso é que todas estas vitórias surgem durante os dois governos de José Sócrates, numa atitude de clara solidariedade para com um município onde o PSD e o CDS-PP dividem a maioria dos votos. Poderá pensar-se que o PS criou novos serviços em Mirandela para impulsionar a candidatura de Júlia Rodrigues ao Palácio dos Távoras, mas a explicação não se esgota aqui.
Silvano tirou vantagem da sua forma de estar e depressa caiu nas graças dos socialistas Mota Andrade e Jorge Gomes, que viram na aposta em Mirandela uma forma de afrontar a escalada de Jorge Nunes na capital de distrito. Perante as dificuldades do autarca de Bragança em negociar novos serviços com o Governo de Sócrates (veja-se o que aconteceu com a Loja do Cidadão…), o município mirandelense foi coleccionando organismos de âmbito supra-municipal.
Isto para não falar da candidatura da Alheira de Mirandela às 7 Maravilhas Gastronómicas, onde Silvano deu a cara por um produto ganhador, que colocou Trás-os-Montes no Top 7 das iguarias nacionais. Não foi por acaso.