“Homem-Aranha” condenado a 13 anos
Fonte ligada ao processo disse à Lusa que o homem de 34 anos, natural de Vila Nova de Foz Côa, aproveitava o facto de os residentes terem portas e janelas abertas, devido ao calor, para se introduzir nas habitações e, em alguns casos, chegava a escalar paredes.
O indivíduo estava acusado de dezenas de crimes, mas apenas 19 ficaram provados, tendo sido condenado por furto, tentativa de furto e burla informática relacionada com o furto de um cartão Multibanco.
O assaltante teria de cumprir meio século de prisão se fossem aplicadas as penas que resultaram do cúmulo jurídico dos vários crimes por que foi condenado e que o tribunal converteu numa pena única de 13 anos e seis meses de prisão.
O indivíduo encontrava-se já em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Vila Real, há mais de um ano, depois de ter sido detido, em Agosto de 2010, em Vila Nova de Gaia, por suspeita de furto numa grande superfície.
Naquela ocasião, ao procederem à identificação do homem, as autoridades detectaram que existia um mandado de captura pendente emitido pelo Tribunal de Bragança e procederam à sua detenção.
Segundo disse à Lusa fonte ligada à investigação, o homem tinha sido detido pela PSP de Bragança pelo menos “duas vezes e presente a Tribunal, mas saiu em liberdade”.
O indivíduo levava das residências ouro, portáteis, máquinas fotográficas e outros pequenos objectos de valor a que conseguia aceder no curto espaço de tempo.