Região

Centro de Saúde sem médico

  • 20 de Dezembro de 2011, 10:48

“A informação que me deram foi que a menina não podia ser atendida porque, na altura, o centro de saúde estava desprovido de qualquer atendimento médico por afazeres dois médicos de serviço”, explica o pai da criança, João Paulo Castanho. “A única alternativa que se apresentava era dirigir-me a Mogadouro, o que acabei por fazer”, acrescenta.
Um dos médicos esteve ausente durante toda a semana devido a uma formação e a directora da unidade estava notificada para comparecer no tribunal de Moncorvo, nessa manhã, para uma perícia médico-legal. A situação revoltou João Paulo Castanho pois “não se compreende como é que sabendo atempadamente que havia dois médicos que não poderiam prestar serviço no centro de saúde, como é que administração não foi capaz de salvaguardar esta ausência”. Além disso, “é inadmissível que a única unidade de saúde que tem como função e dever prestar serviços básicos de saúde à população não o possa fazer porque não houve a devida precaução para proteger a população”, sustenta.
O pai da criança pediu explicações ao ACES Nordeste. O director executivo diz que se tratou de uma infeliz coincidência e que não havia possibilidade de fazer deslocar para Freixo outro médico. “Quando o utente se dirigir ao centro de saúde coincidiu com o espaço de tempo em que o médico estava ausente no tribunal”, afirma Vítor Alves.
Segundo o responsável, “o número de médicos na área territorial do ACES não é grande e é quase impossível fazer a substituição por algumas horas de um médico, em Freixo, porque não há médicos nas proximidades que possam corresponder à solicitação do ACES”.

Sandra Bento

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