Frio afasta os antigos
Como o Jornal Nordeste anunciou em edições anteriores, estes encontros eram para ter sido suspensos durante o gélido Inverno transmontano, mas a organização, a pedido dos participantes, decidiu dar-lhes continuidade.
Mas, no último domingo, eram pouco mais de uma dezena os automóveis em exposição no Castelo. Um afastamento que um dos responsáveis pelo evento justifica com o frio cortante que se fazia sentir. “Hoje tivemos aqui poucas pessoas por causa do tempo. Isto porque o tempo bom convida a sair e quando está mau as pessoas ficam em casa. Noutros eventos, já tivemos mais de 40 carros”, referiu Telmo Afonso. “Como isto não é organizado, as pessoas não têm o compromisso de virem. Vêm se querem e quando querem porque isto é somente um convívio. Mais nada!”, continuou.
Questionado sobre se existe alguma estratégia preparada para enfrentarem o frio nos meses que aí se avizinham, o responsável responde: “não, não há. Até porque isto são encontros informais. É evidente que se as condições do tempo forem muito más, se nevar ou estiver uma tempestade grande por exemplo, as pessoas não vão aparecer, até porque estes carros não se dão muito bem com a chuva”, defendeu Telmo Afonso.
O, também, proprietário de alguns automóveis antigos, entre os quais um Fiat 125 de 1973, que levou ao encontro, e o seu preferido de todos, um Alfa Romeo GTV, explicou que aquilo que se pretende, exclusivamente, é que os aficionados dos clássicos “passem um bom bocado”. “Venham aqui, conversem e tomem um café. O espírito é mesmo esse… Tirarmos os carros das garagens, reunirmo-nos e mostrarmos as máquinas”, concluiu Telmo Afonso, garantindo que, no próximo mês, voltarão a comparecer no Castelo.