Saúde e bem-estar à beira rio
“O espaço foi dotado de uma estufa e de um forno a lenha para que as pessoas possam cultivar e cozinhar alimentos biológicos como os cereais, ervas aromáticas ou cogumelos, num espaço onde as gerações podem partilhar saberes”, explicou o presidente da autarquia, Artur Nunes.
Por outro lado, ao longo de cerca de dois quilómetros de extensão entre a ponte do rio Fresno e o açude a montante, foi instalado um circuito pedonal dotado de vários equipamentos para a prática do exercício físico.
“Colocámos no local um conjunto de equipamentos para que as pessoas possam fazer o seu treino de manutenção física e em paralelo adquirirem hábitos de uma alimentação saudável com base nos produtos da terra”, acrescentou o autarca.
O espaço de lazer começa agora a ser palco de várias actividades “didácticas” que estão a ser orientadas para os segmentos mais novos da população, passando a ser comum ver jovens e menos jovens numa partilha de saberes, alguns ancestrais.
“Temos notado um aumento crescente de pessoas a frequentar o parque ambiental do rio Fresno. Por esse motivo, queremos imprimir uma nova dinâmica para o local”, frisou Artur Nunes.
Recorde-se que, em 2004, zona envolvente ao rio Fresno sofreu uma intervenção orçada em cerca de cinco milhões de euros, e que visou a recuperação ambiental do troço de rio entre a ponte de Santa Luzia e a entrada da urbe, numa extensão de cerca de dois mil metros.
Naquela área, foram construídas vários açudes, os moinhos em ruínas que se encontram nas margens do rio foram recuperados, de forma a criar património vivo, além da criação de parques de merendas e percursos pedonais.
“Vamos tentar inverter o conceito inicial do parque e, sem gastos, vamos apostar no património imaterial e prática desportiva”, concluiu o autarca.