A “ Casa Grande” de Alfândega da Fé
A obra, da autoria de Luísa Cortinhas, fala da importância de uma das casas mais emblemáticas de Alfândega da Fé, cuja história e as histórias que encerra, ainda estão bem vivas na memória dos que viveram ou trabalharam neste edifício.
A dimensão da casa e o próprio estilo arquitectónico fizeram com que localmente fosse apelidada de “Casa Grande”. Contar a sua história é também conhecer a história de Alfândega da Fé. O edifício começou a ser construído por volta de 1910/11, por ordem de Júlio Pereira, em plena implementação da República, foi residência particular da família e também habitação principal de Manuel Faria, notário de profissão, cujo nome ficará para sempre ligado.
Os teatros, ou as danças e contra – danças ensaiadas na Casa Grande nessa altura, quase sempre com o seu quê de satírico e crítica contra ordem social instituída, a casa que sempre esteve de portas abertas para o povo, tudo isto foi recordado na antiga Sala de Visitas, actual Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia que contou com familiares de Júlio Pereira, mas também com pessoas que trabalharam para a família, frequentadores da casa e outras que iniciaram ou exerceram a actividade profissional aqui.
Antes de albergar a autarquia, a Casa Grande já foi colégio, hospital e, até, comércio
É que a Casa Grande já conheceu diversas utilizações, depois de vendida pela família Pereira, foi colégio, hospital, mas também comércio, posteriormente foi adquirida pela autarquia e transformada em Pólo Escolar, para em 2009 se tornar no edifício do Paços do Concelho. A obra é entendida como um importante ponto de partida para outros trabalhos que poderão surgir sobre a “Casa Grande”, mas é sobretudo, e tal como refere a Presidente de Câmara, um contributo para melhor compreender a “história do concelho de Alfândega da Fé.
O livro “A Casa Grande” encontra-se disponível na Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé.