Os dérbis são assim equilibrados
O público de Argozelo é que vai enchendo os estádios por onde a sua equipa vai .passando neste campeonato distrital, até porque os resultados ajudam.
O jogo começou com os visitante a ocupar o meio campo da turma da casa e a bola, por norma foi sempre destacada para os pés do seu jogador mais desequilibrou, Jorginho, que, aos 20”, abriu a defesa da casa com um monumental passe em diagonal a bater quase toda a equipa da casa. Rato, vindo de trás, ficou isolado só com o guardião Tiago pela frente e fez golo.
O Argozelo acalmou o jogo, deixou o Vimioso subir no terreno e isso animou a equipa da casa, que acabou por empatar já no minuto 43’, por Ousmane, a marcar de cabeça um bom golo.
Ao intervalo o resultado era justo, por três motivos. Primeiro, o golo do Argozelo adormeceu a equipa. Depois, porque a saída por lesão de Jarrete foi muito sentida no meio campo e, finalmente, porque o Vimioso acreditou no golo.
Na segunda aperte só deu Argozelo e Fernando Teixeira, sabendo desse poderio e das soluções de António Forneiro, fez a sua equipa tentar ter mais posse de bola, o que não conseguiu, mas um grupo de jogadores fabulosos aguentou o empate: Ice, Fana e Pedro, na retaguarda, Néne no meio campo e Bruninho na frente a tentar guardar a bola.
O Argozelo ainda pediu em duas ocasiões grande penalidade (o juiz estava perto e sem visão).
Na verdade ficaram alguns lances em que os visitantes poderiam ter marcado, mas a falta de eficácia notou-se mais pelas jogadas atabalhoadas e por concentração da defesa do Vimioso.
Tiago sofreu o primeiro golo ao fim de 380’.
Nélson Ramos foi muito criticado pelo Argozelo, mais pela emocionalidade dos lances do que pelos erros que poderá ter cometido, apesar de nos parecer claro penálti num lance na primeira parte sobre Jorginho. No plano disciplinar poderia ter feito um pouco melhor.