Região

Ambiente trava mini hídrica

  • 18 de Outubro de 2011, 08:04

“O projecto teve início há cerca de nove anos e já é o quarto ou quinto parecer negativo da parte do ICNB ao empreendimento”, avançou José Rodrigues.
O empreendimento, orçado em cerca de 6 milhões de euros, contará com uma turbina geradora capaz de produzir 11.64 Gigawatts/hora (Gwh) de energia.
Trata-se de um empreendimento desenvolvido pela Hidroerg-Projetos Energéticos, Lda, em conjunto com as Câmaras de Vimioso e Mogadouro, destinado à produção de energia.
O aproveitamento hidroeléctrico será construído no troço final do rio Angueira, abrangendo as freguesias de Algoso e São Martinho do Peso.
A produção de energia será feita em regime de exploração a “fio-de-água”, utilizando, apenas, os caudais “disponíveis após as utilizações prioritárias”, nomeadamente para “fins ecológicos”.
“Este projecto tem um elevado potencial económico para os dois municípios (Vimioso e Mogadouro). Actualmente geramos, em média, cerca de 5 por cento de receitas próprias, o que é muito pouco numa altura em que os municípios atravessam uma fase de supressão de verbas provenientes da administração central”, frisou o autarca transmontano.
O local escolhido pela autarquia fica a jusante da zona de confluência do rio Angueira e da ribeira da Ponte de Pau, nas proximidades de uma ponte do século XVII que liga Algoso, no concelho de Vimioso, a Valcerto, já no município de Mogadouro.
“O projecto tem viabilidade económica garantida. Ao fim de cinco anos as receitas geradas deverão cobrir o investimento efectuado sendo uma mais-valia para os dois concelhos do planalto mirandês “, realçou José Rodrigues.
No entanto, o Estudo de Impacto Ambiental refere que a albufeira da barragem poderá ter impacto “negativo” na fauna e flora exigente nas margens da ribeira de Pau, nomeadamente ao nível de plantas como o bucho ou de animais como a lontra.

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