Região

Caçadores espantam turistas

  • 14 de Outubro de 2011, 08:41

Segundo o empresário, o problema arrasta-se desde 2006, mas este ano agravou-se e, no início do mês, terá havido mesmo insultos e um tiro de intimidação.
De acordo com a lei, pode ser pedida uma protecção especial numa área de 500 metros envolvente à propriedade, apesar de esta confinar com uma zona de caça associativa concessionada ao Clube de Caça e Pesca de Freixo de Espada à Cinta.
Mas na abertura da época oficial de caça à lebre, ao coelho e à perdiz, este ano, Fernando Nogueira diz que viu a propriedade invadida por cinco caçadores. Quando os confrontou, ainda foi insultado. “Ainda não tive tempo de colocar as placas a delimitar a zona de protecção. Contudo, a GNR disse-me para as pôr mas que, mesmo sem elas, os caçadores, em princípio, respeitariam a zona de protecção”, coisa que, pelos vistos, não tem acontecido. Fernando Nogueira diz mesmo que foi insultado por cinco caçadores que chegaram mesmo a disparar um tiro de intimidação. “Isto assim não pode continuar”, frisa.
O empresário acusa o Clube de Caça e Pesca de Freixo de Espada à Cinta de nada fazer perante as suas queixas, e que já perdeu clientes por causa disso.

Empresário teme pela sua
segurança e pede “bom senso”

“Contactei os responsáveis do clube que não me deram ouvidos e disseram apenas que os caçadores conheciam a lei, mas os problemas continuavam. Chegaram a cair chumbos em cima das pessoas que, com crianças pequenas, saíram daqui em pânico.”
Fernando Nogueira diz, no entanto, que não tem suspeitos, mas aponta o dedo aos sócios do clube de caça e pesca de Freixo, porque “aquilo é uma zona associativa concessionada ao clube”.
O empresário teme agora pela sua segurança e pede “bom senso” porque “isto vai encaminhar-se para uma situação de confronto”. Fernando Nogueira gostava, por isso, “que as autoridades chamassem a atenção aos responsáveis do clube”. “Se faço aqui um investimento de milhares de contos é para ter rentabilidade. A caça e o turismo devem ser complementares e não conflituantes. É uma questão de bom senso”, conclui.
O responsável pela Informação e Comunicação da GNR de Bragança confirma que esta força foi chamada ao local no início do mês, e que já foi notificado, quer o proprietário do espaço turístico, quer o clube de caça e pesca para serem colocadas placas a sinalizar a zona de protecção de 500 metros.
Quanto ao clube, até ao fecho desta edição não foi possível chegar à fala com nenhum responsável, apesar de diversas tentativas de contacto feitas nos últimos dias.

António Gonçalves Rodrigues

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