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Enfermeiros investigados 

Enfermeiros investigados 
  • 27 de Setembro de 2011, 10:57

De acordo com fonte próxima do processo, durante largos meses, o enfermeiro adjunto da enfermeira directora no Hospital de Macedo de Cavaleiros e a responsável pela unidade de cuidados continuados, esposa do primeiro, terão recebido indevidamente dinheiro pago por conta de horas extraordinárias que não terão sido prestadas. Ou seja, por horas que nunca deveriam ter sido cobradas ao Centro Hospitalar do Nordeste. Os dois exerciam funções de coordenação e por eles passava a elaboração dos horários do pessoal de enfermagem.
A administração do CHNE confirma a alegada irregularidade. Segundo o presidente da administração, Henrique Capelas, a situação foi detectada numa auditoria interna e graças ao sistema biométrico de controlo de recursos humanos (com recurso à impressão digital). “Fomos dos primeiros a implementar este sistema, que nos tem permitido avaliar com melhor qualidade do que antigamente, na base do papel preenchido. Foram detectadas duas situações que configuravam algumas irregularidades no que respeita a recebimentos que não deveriam ter tido lugar”, explica aquele responsável.
Henrique Capelas diz mesmo que os dois enfermeiros foram suspensos de funções e o caso remetido para a Inspecção-Geral de Actividades em Saúde. “Emiti um despacho a suspender os dois funcionários em causa a suspender os funcionários em causa das suas funções de coordenação e ordenei de imediato um processo de averiguações, que foi terminado. Analisadas as conclusões do mesmo remeti para a IGAS o processo para continuarem as averiguações, no âmbito do competente processo disciplinar”, disse.
O presidente do Conselho de Administração do CHNE admite que o caso se arrastou durante vários meses e que em causa estão milhares de euros. “Bastantes meses. Poderão ser alguns milhares de euros. A situação ainda está a ser analisada. A situação irá ser corrigida”, promete.
Na IGAS estão a decorrer dois processos disciplinares que, após investigação, pode dar origem a uma acusação. Em causa, e segundo o estatuto disciplinar aprovado na lei 58 de 2008, de 9 de Setembro, pode estar desde o arquivamento, a uma repreensão, uma multa, uma suspensão ou, em último caso, o despedimento.
Contactado, o enfermeiro em causa escusou-se a tecer comentários enquanto decorrer o inquérito de averiguações.

António Gonçalves Rodrigues

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