Região

Extensões de saúde suspensas

  • 21 de Setembro de 2011, 09:15

Nos últimos dias, o Governo deu orientações para “o médico ficar na sede do centro de saúde em vez de ir para a extensão”, explica o director executivo do ACES Nordeste, Vítor Alves que admite, no entanto, que esta situação causa transtornos no acompanhamento de doentes. Por isso, “temos de construir uma resposta no sentido de dirigir os recursos disponíveis para atender os utentes com medicação crónica sem necessidade de eles se deslocarem” esclarece.
Depois “há os utentes que necessitam de cuidados domiciliários e será dada essa resposta com a presença de enfermeiro e médico de família. Para os restantes teremos de encontrar solução no sentido de agilizar uma política de transporte das pessoas em colaboração com as autarquias porque eles terão de ir à sede do centro de saúde”, aponta.
O responsável diz que se trata de uma situação temporária mas “ainda não sabemos como vai ser” porque “estamos num período transitório em que a ULS ainda não dispõe dos titulares dos órgãos nomeados para tomar decisões”, refere Vítor Alves.

“É um atentado às pessoas idosas que residem no mundo rural”, alega autarca de Quintanilha

Esta situação está a causar o descontentamento da população e autarcas. O presidente da Junta de Freguesia de Quintanilha (Bragança), entende que se trata uma medida economicista. “Isso é uma desculpa de mau pagador. É mais uma medida de restrição”, afirma José Carlos Fernandes, acrescentando que “é um atentado às pessoas idosas que residem no mundo rural, que são as que mais precisam”.
O autarca lembra que a rede de transportes públicos não é a melhor para que os doentes passem a deslocar-se à sede de concelho para uma consulta. “As pessoas mais idosas têm muitas dificuldades em deslocar-se à cidade, ainda por cima as pessoas que estão no lar têm um problema acrescido”, lembra, acrescentando que a situação “acarreta custos para as pessoas que já têm poucos rendimentos”.
O autarca de Argozelo (Vimioso) já pediu explicações à tutela, mas manifesta-se disponível para informatizar a extensão de saúde. “A linha ainda não está colocada porque, em Março, pedi ao centro de saúde e ao ACES Nordeste que tipo de linha precisavam e até agora não tive resposta”, revela Francisco Lopes.

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