Região

“Da guerra, tentávamos fazer a Paz”

“Da guerra, tentávamos fazer a Paz”
  • 15 de Setembro de 2011, 05:52

Nascido a 14 de Janeiro de 1936, aos 45 anos já era oficial general, tendo desempenhado os cargos de comandante nacional da GNR e vice-chefe do Estado-Maior do Exército.

Jornal Nordeste (JN) – Foi somando feitos raros ao longo da sua carreira militar. Que características o distinguiam dos seus pares que o possam ter levado a granjear tamanhos e incontáveis reconhecimentos?

Alípio Tomé Pinto (ATP) – Não sou a pessoa mais indicada para dizer das razões de excepção, já que ao longo da nossa carreira vamos sendo apreciados pelas chefias e comportamentos exercidos. Em 1957, iniciei a minha carreira em Mafra, procurando sempre cumprir com entusiasmo e dedicação as missões cometidas. Contudo, sem nunca deixar de manifestar as minhas opiniões aos chefes, quando o julgava necessário. Daí que em leitura atenta dos meus louvores, na maior parte, constarem as palavras “forte personalidade”. Nunca recusei nenhuma missão, mas a verdade é que só somos nós quando conseguíamos o apoio daqueles que comandávamos e a concordância das chefias. Depois trabalho, estudo, bom senso e entusiasmo foram condições indispensáveis.
Talvez seja oportuno relembrar a estafada, mas válida frase, em que se diz
que “O Homem é ele e as circunstâncias”. E eu posso dizer que me foram
favoráveis e sempre os meus militares estiveram disponíveis para alcançarmos
os objectivos que o Interesse Nacional impunha.

(Entrevista para ler na íntegra na edição impressa do Jornal Nordeste)

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin