Ricardo Vilela destaca-se na Volta a Portugal
Ontem, um dia depois da chegada do pelotão a Trás-os‑Montes, com a subida ao Monte Farinha e chegada ao santuário de Nossa Senhora da Graça, Ricardo Vilela integrou a fuga do dia, ajudando a mexer com a corrida, tendo sido apanhado apenas nos últimos dez quilómetros. “Foi pena, mas havia equipas que não estavam interessadas em puxar”, lamentou.
Na Sr.ª da Graça foi 13.º, perdendo 33s para o vencedor, Hernâni Broco (LA Antarte), mas reforçou o seu estatuto dentro da equipa. É que o chefe de fila, João Cabreira, teve um dia mau, e acabou por perder cerca de 1m30s para os favoritos. “O Ricardo é um bom ciclista. É o número dois da nossa equipa e pode ainda mostrar-se”, explicava José Santos, o director desportivo da Boavista.
“Foi uma subida melhor do que a do ano passado. Perdi apenas nos últimos 500 metros”, contou ao Informativo Desporto o corredor de Bragança. Agora, com João Cabreira mais atrasado, tem mais liberdade para se mostrar. “Sim, pode ser que dê, mas continuo a achar que o Cabreira vai estar bem na serra da Estrela e recuperar o tempo perdido”, sublinhou, humildemente.
E o brigantino contou com um apoio especial na Sra. da Graça. Para além de um grupo de amigos, houve mesmo ciclistas amadores que partiram de Bragança de manhã cedo só para o ir apoiar na subida ao Monte Farinha. Foi o caso de Paulo Gomes e Luís Diegues. Equipados a rigor, fizeram 200 quilómetros “para apoiar um ciclista de Bragança”. “A festa foi óptima, quem gosta de ciclismo é o melhor sítio para ver”, garantiam ao Informativo Desporto.
António Gonçalves Rodrigues