Região

Enfermeiros duvidam da qualidade do material

  • 2 de Agosto de 2011, 16:30

“Pode ser falha na qualidade do material, pois muitas vezes com estes cortes e restrições orçamentais, não excluímos a possibilidade de se estar a comprar o mais barato e, como diz o povo, às vezes os mais barato sai caro”, refere o presidente do sindicato dos enfermeiros, José Azevedo.
O sindicato considera ainda que a enfermeira que retirou o cateter do braço da criança está a servir de bode expiatório para essa má qualidade do material. “Dá-se a ideia de que a enfermeira terá sido negligente e actuado mal, mas ela limitou-se a levantar os adesivos e puxar o cateter, só que uma parte saiu e outra ficou dentro. Aqui não se pode culpar ninguém porque não há má técnica, mas sim uma má qualidade do material”, explica o dirigente,
José Azevedo diz ainda que a radiografia que foi feita ao braço para verificar se parte do cateter estava ou não no seu interior, realizou-se por iniciativa da enfermeira. “A enfermeira tomou todas as medidas. Quando viu que o cateter não saiu, informou a médica assistente da criança para requisitar uma radiografia para ver se efectivamente o cateter estava lá ou não. Essa radiografia não foi feita por iniciativa do pai, mas sim por iniciativa da enfermeira”, salvaguarda o presidente do sindicato.
Recorde-se que a criança foi transferida para Hospital de S. João, no Porto, para ser retirado o cateter, mas sem sucesso.
Segundo o pai, os cirurgiões desta unidade já teriam alertado para possíveis defeitos do material.
O Jornal NORDESTE tentou contactar o director clínico do CHNE, mas não foi possível chegar à fala com Sampaio da Veiga até ao fecho desta edição.

Sandra Bento

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