“Não tinha muito jeito para o ciclismo”
Informativo Desporto (ID): Quais são as expectativas para a Volta a Portugal 2011?
Ricardo Vilela (RV): Primeiro, ajudar o líder João Cabreira, depois tentar melhorar o resultado que obtive na última Volta. Gostava de ficar entre os quinze primeiros.
Desde o início do ano que ando a preparar esta competição. Treinei bastante e geri o cansaço. Estou mais calmo do que o ano passado. Se em 2010 não estivesse tão expectante, acredito que podia ter obtido um melhor resultado. Fui com um pouco de medo, porque tinha dúvidas se a minha condição física estaria ao nível dos melhores e, no final, acabei bem classificado.
ID: Este ano o percurso da Volta é particularmente duro…
RV: É um percurso típico para os trepadores. Este ano vamos com gente para trabalhar para a montanha. Dispensamos os sprinters. Acreditamos que a Volta se vai decidir na montanha e que será mais uma vez um trepador o campeão.
ID: E em que terreno é que se sente mais à vontade?
RV: Na montanha. Mas gosto de contra-relógios duros. Não perco muito tempo e faço bons resultados. Sempre nos dez primeiros, como aconteceu no Campeonato Nacional.
ID: Sendo assim, este ano, a Volta pode favorecer as suas características?
RV: Acredito que sim. Mas o meu objectivo gira em torno da equipa e ajudar o João Cabreira na montanha é o principal.
ID: E o gosto pelo ciclismo quando nasceu?
RV: Comecei com o meu pai e com os meus tios. Não tinha muito jeito, mas havia paixão. Com 13 anos comecei a competir, mas ainda era uma brincadeira. Quando subi a júnior comecei a treinar todos os dias e levei o ciclismo muito a sério. Fui para um clube em Viana do Castelo. Nesse ano ganhei 11 provas e assinei pelo Sport Ciclismo de São João de Ver, em Santa Maria da Feira e lá fui campeão nacional. Depois alcancei o patamar profissional, passei pela Liberty Seguros. Não durou muito mas foi uma boa experiência.
Leia a entrevista na íntegra nesta edição do Informativo Desporto