Campeonato está a crescer
No domingo eram mais de 500 pessoas nas bancadas para aplaudir as quatro chegas realizadas, um número que corresponde à média de assistência deste ano, mais cem do que no ano passado em cada fim-de-semana. E ainda não chegou o dia 12 de Agosto, com a realização da Corrida de Touros RTP, com transmissão televisiva em directo.
Também entre os criadores, cresce o interesse por este campeonato que veio “colocar alguma ordem naquilo que se ia fazendo”, como explicava no domingo um dos maiores mentores do evento, Carlos Silva, da Proruris.
Este ano estão 35 touros a participar num campeonato que pretende “ajudar a agricultura”, dando algum apoio e incentivo aos criadores. Mas não deixa de ser um desporto, com um campeão final, que leva para casa quatro mil euros (touros com mais de cinco anos) ou três mil euros (touros com menos de cinco anos). No ano passado eram apenas 27.
Os espectáculos têm correspondido, tendo sido batido o recorde do recinto, há pouco mais de uma semana, com uma chega que durou mais de 22 minutos, pertença do Cordeiro, de Melhe, um touro que acabou eliminado nas meias-finais deste domingo por Miguel, também um dos animais favoritos.
E como em qualquer desporto, a igualdade de circunstâncias entre os participantes é uma das prioridades. Por isso, até análise ao ADN dos animais é feita, para confirmar a evolução genética e a própria identidade dos animais. Para além disso, os organizadores fazem questão de tratar sempre da lavagem de todos os animais no dia das chegas. “É uma forma de prevenir subterfúgios, como utilizar odores que afastem os outros animais”, explica Carlos Silva.
Com as chegas a revelarem-se cada vez mais decisivas, a tensão aumenta. Mas este não é mesmo o ano dos Mourinhos. Este fim-de-semana foi eliminado o segundo. Mas, ao contrário do anterior, Zé Luís, o criador, garante que este não vai para abate. “Ainda é novo. Também estava lesionado, por ter peso a mais. Vou prepará-lo para estar melhor nos próximos anos”, garantiu.
António Gonçalves Rodrigues