Macedense aposta na juventude
A Geração Futsal quer descobrir talentos no Nordeste e aproveitá-los para a modalidade.
“Queremos inovar. Por isso, o caminho desta modalidade só pode ser um, formar jogadores. Não está em causa a vitória, o empate ou a derrota, mas sim a formação”, adiantou Paulo Pinto, o presidente da instituição.
O projecto foi apresentado numa gala, que decorreu em Macedo de Cavaleiros na última sexta-feira à noite, e que contou com grandes nomes do futsal. Desde logo, o do responsável pelo projecto de formação. “Já estava em embrião há quase três anos e, agora, é de vez, vamos dar o salto. A ideia é dividir este trabalho em várias fases: Escolas e infantis, iniciados e juvenis, para a grande transição onde já são pedidas contas pela competição, nos juniores, porque este é o escalão decisivo para os séniores”, explicou Fernando Oliveira.
“Haverá em cada categoria um apoio total, dirigente, médio, fisioterapeuta e enfermeiro, um apoio incondicional de todos, onde eu estarei como elo de ligação”, sublinhou.
Fernando Oliveira garante que “este não é um sonho, é o acordar para a competição, uma realidade”.
Este é o tipo de projectos que agrada a Jorge Braz, o seleccionador nacional de futsal, sobretudo numa região que já deu ao futsal o português mais internacional de sempre, Arnaldinho, do Benfica. “Este é um trabalho que, infelizmente, em Portugal não existe, nem nas grandes equipas”. Por isso, o seleccionador considera que “o Macedense é um grande exemplo”.
Já Tiago Polido, com quem Fernando Oliveira trabalhou em Vila Real e em Itália, lamentou “a falta de profissionalismo dos dirigentes”. “É aí que futsal falha”, frisou.
O Macedense vai competir no próximo ano na II Divisão, mas reduziu três ou quatro jogadores ao número habitual do plantel sénior para poder apostar mais na formação e neste projecto da Geração Futsal.