Bragança quer subir de Divisão e na consideração da cidade
A falta de apoio da cidade ao clube que traz o seu nome do emblema já não é de agora, mas ficou bem patente no último domingo, no estádio municipal. Menos de meia dúzia de sócios marcaram presença nas bancadas. “Não sei o que a cidade quer. Só pedimos para serem sócios e virem ao estádio. Vamos continuar a ter a maior parte dos jogadores formados no clube e oriundos da região”, sublinha, desalentado, o presidente do Grupo Desportivo de Bragança, Manuel Martins.
Este ano foi particularmente difícil montar o projecto da época porque, a somar à tradicional dificuldade de angariar apoios entre o tecido empresarial da região, surgiu a Troika a cortar financiamento às autarquias. “Temos a garantia de que vamos ser apoiados da mesma maneira do que no ano passado, mas não sei o que ainda poderá vir aí tendo em conta os problemas do país. Se houver cortes, todos os clubes com orçamento feito vão ter uma vida complicada”, sublinha Manuel Martins.
O orçamento deste ano ronda os 240 mil euros, 120 mil garantidos junto da autarquia. O restante é o clube a arranjar.
Para já, estão garantidos oito reforços: um guarda-redes (Louçano regressa), dois defesas (David e Karaté), dois médios (Miguel Lemos e Vítor Hugo) e três avançados (João Paulo, Dedé e Ansumane).
A equipa técnica também é nova. Marcelo faz a estreia na III Divisão, juntamente com Genésio, subindo Antas a treinador de guarda-redes. “É um desafio novo e a motivação é maior porque vou treinar o clube da minha terra”, sublinha Marcelo, que levou o Morais à final da Taça da AF Bragança e à discussão do título distrital até à derradeira jornada, com o Moncorvo.
António Gonçalves Rodrigues