A voar serra acima
O Juno foi o mais rápido ao longo das duas subidas de treinos mas também nas duas primeiras subidas oficiais, onde ganhou cinco segundos de vantagem. Por isso, e por uma fuga de óleo, Paulo Ramalho voltou a abdicar da terceira tentativa.
“Foi uma vitória fácil. O tempo quente foi o meu principal adversário. Isso e o piso escorregadio”, resumiu o piloto, que lamentou a falta de aderência do novo alcatrão no troço de cinco quilómetros.
António Barros, em BRC, foi o segundo, a 5,309s, com António Nogueira (Porsche 911) a ficar em terceiro, a quase sete segundos do vencedor.
“O meu objectivo era o pódio e consegui”, sublinhou.
Esta prova pontuava para o Nacional de Montanha e também para a Taça Ibérica. No entanto, apesar de 13 portugueses terem marcado presença na prova de Oviedo, nenhum espanhol se deslocou a Bragança. “Há uma culpa repartida entre Federações. Não se percebe porque não há divulgação do troféu ibérico”, critica Paulo Ramalho. Também Rodrigues da Silva, no Nordeste Automóvel Clube (NAC), sustenta que esta foi “uma péssima aposta da Federação portuguesa”.
João Pires, em Mini, foi o único representante do distrito de Bragança. Terminou no terceiro lugar da categoria 1.
Nota ainda para a única senhora presente. Sofia Mouta, em Ford Sierra. Por classes, António Nogueira, em Porsche, venceu a 1, Paulo Ramalho a 2 e Martine Pereira, em Lola, a categoria 3. Ao todo estiveram presentes 22 pilotos, mais sete do que no ano passado.