Obras suspensas no Túnel do Marão
No entanto, o dirigente sindical afirma que não acredita que as medidas da Troika ponham em causa a continuação de uma obra desta envergadura, por isso já pediu uma reunião, com carácter de urgência, ao novo ministro que tutela a Economia, o Emprego e as Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, para resolver a situação. “Os túneis não podem estar 90 dias parados. É um problema laboral muito grande. Estamos a falar de 1400 trabalhadores que vão para casa”, assevera Albano Ribeiro.
O presidente do Sindicato afirma que já conseguiu falar com um responsável do consórcio, que garantiu que os salários dos trabalhadores da Somague estão acautelados. “O que nos preocupa são os subempreiteiros, que não garantem os salários aos trabalhadores e isso não podemos permitir”, acrescenta o responsável.
Para já, o Sindicato quer resolver o problema sem o recurso a manifestações. “O mais importante é a reabertura dos tunéis, porque é uma infra-estrutura rodoviária muito importante para a economia nacional e regional. Além disso, os trabalhadores têm família e encargos e não podem ir para casa sem receber os seus salários”, assegura Albano Rodrigues.
Esta paragem de cerca de três meses irá interferir também nos prazos da Auto-Estrada Transmontana, por isso acredita que o governo vai estar sensível para resolver o problema. “Estamos a falar de dois túneis, um que já tem cerca de dois quilómetros e o outro tem quase um quilómetro. Já estão ali milhões de euros investidos, é uma obra com um custo total de mais de 300 milhões de euros e não pode estar parada”, realça o dirigente sindical.
Recorde-se que as obras no Túnel do Marão já estiveram suspensas anteriormente, devido a problemas com a empresa Águas do Marão, um processo que foi ultrapassado, mas que atrasou a obra, com data de conclusão prevista para 2012.