Serenata de futebol à chuva limiana
Ambiente festivo a que se juntou futebol altamente competitivo.
Jogo aberto e muito bem jogado em parada e resposta, a toda a largura do terreno e com total profundidade na procura do golo. Se, por um lado, proporcionava exibições de luxo aos guarda-redes, deixava as bancadas em êxtase de “haja coração para aguentar tanta emoção.
Cedo a equipa alvi-negra procurou o comando do jogo, com a “brigada africana” a mostrar porque os trasmontanos foram os brilhantes campeões, com o “artista” Rui Borges a fazer um golo monumental, logo aos 11’. Seguiu-se então um período em que o Mirandela construiu um punhado de situações excelentes para aumentar a vantagem, valendo Litos, na maior parte das vezes, e Micael a tirar, no momento exacto em que a bola se preparava para ultrapassar o risco de golo.
Respondia o Limianos em transição rápida e todo o pragmatismo, obrigando Armando também a brilhar.
Um remate de fora da área, com Armando tapado a não ver partir a bola, dá o empate por Vinicius, atingindo-se o intervalo com o empate a não merecer contestação, embora os trasmontanos merecessem mais golos. Na etapa complementar, o jogo continuou impróprio para cardíacos, com o golo a rondar ambas as balizas, com o pragmatismo minhoto em transição rápida e a magia trasmontana a fazerem a festa do futebol. A estrelinha, que os anfitriões souberam procurar acabou por decidir o jogo aos 85’.