Mirandela campeão com bilhete de subida
Não foi aquilo que se pode chamar um jogo tecnicamente perfeito e vistoso, mas valeu pela entrega, emotividade, cultura táctica, incerteza no marcador com as equipas bem organizadas a defender, a lutar muito e bem no meio campo, e com largura e profundidade no ataque que dividiram muito bem, sistematicamente em parada resposta.
A primeira parte foi muito intensa e equilibrada em tudo. Houve apenas duas situações flagrantes de golo, uma para cada lado. Paulo Roberto a ver o ferro do travessão devolver-lhe aquilo que já contava como golo, aos 37’, e Luís Coentrão a ver Armando fazer a defesa da tarde, aos 44’. Fora isso só dois lances criaram sensação de muito perigo: um remate de Paulo Roberto a roçar o poste, aos 32’, e um atraso de Jorge Humberto que ia traindo João Pedro aos 42’.
No início do segundo bloco do jogo as equipas arriscaram mais e o perigo foi maior, dando origem aos dois golos com que o jogo terminou empatado. Paulo Roberto aos 58’ bem servido por Rui Borges a desviar em pormaior técnico dois adversários e a chapelar João Pedro. O segundo golo do jogo foi por intermédio de Nandinho, a beneficiar de um cruzamento que saiu remate ao segundo poste. O primeiro lance todo ele excelente e vistoso, e o segundo fortuito mas com finalização de excelente recorte.
As equipas fecharam-se depois muito bem porque não queriam arriscar o empate que tinham na mão, trocando-o pela vitória que voava mas, podia pender para o adversário. E o contra-ataque foi a estratégia utilizada mas sem dar resultados práticos. O apito do árbitro foi o sinal que faltava para os adeptos mirandelenses que acompanharam a equipa ao Minho fazerem a festa, entrando pacificamente no relvado.
A viagem de regresso foi uma festa e, na chegada a Mirandela, houve banho de multidão para os novos campeões.