Menos bombeiros para combater incêndios
Recorde-se que, recentemente, foram constituídas três estruturas intermédias, que vão fazer a ponte entre os comandos distritais e o comando nacional. Bragança vai ficar dependente do Porto, situação que não agrada ao governador civil do distrito, Jorge Gomes. “Não vejo razão nenhuma para os comandantes distritais passarem a ter um comando intermédio com o comandante nacional, pois atrasa a tomada de decisão”, afirma o responsável.
Jorge Gomes espera que “este comando intermédio não tenha uma visão regional da quintinha dele”, acrescentando que “tudo o que são estruturas intermédias de comando são sempre empecilhos”.
As declarações do governador civil foram feitas na passada sexta-feira, à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para este ano.
Por causa da contenção das despesas, a fase Charlie, a mais crítica, vai contar com menos 39 bombeiros relativamente ao ano passado. Ao todo serão 183, mas o comandante distrital da Protecção Civil não se mostra preocupado com essa redução.
“O número de bombeiros continua a ser o mesmo. As corporações terão é de contar com mais capacidade de voluntariado para conseguir pôr no terreno o mesmo número de forças do ano passado”, refere Carlos Alves.
Para além dos dois helicópteros de ataque inicial que estarão estacionados nas Serras de Bornes e Nogueira, este ano haverá mais um centro de meios aéreos em Macedo de Cavaleiros. “Caso seja necessário ter um meio aéreo pesado no nosso distrito ou nos limítrofes, haverá ali uma base mais próxima onde possa ser feita a manutenção e tudo o que o meio aéreo necessita para poder operar”, explica o responsável.
O dispositivo conta ainda com 11 sapadores florestais, ICNB, AFOCELCA, GIPS e 11 postos de vigia.
Sandra Bento