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Serviços Públicos defendidos em Argozelo

Serviços Públicos defendidos em Argozelo
  • 10 de Maio de 2011, 08:03

O presidente da Junta de Freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, fez um apelo ao povo para lutar contra o encerramento dos CTT, da GNR, da escola, do banco, da farmácia e do centro de saúde, mas muitos dos populares que desfilaram entre a igreja e o largo onde se realiza a Feira da Rosquilha não tinham conhecimento do protesto.
Aliás, as faixas reivindicativas eram seguradas por crianças, que seguiam distanciadas da Banda Filarmónica de Vimioso e da própria população de Argozelo.
Esta situação foi justificada pelo autarca com o facto de se tratar de uma manifestação improvisada. “É um desfile espontâneo, para demonstrar ao País que o Nordeste Transmontano também faz parte dele e que estamos aqui para lutar pelos serviços públicos”, justificou o presidente da Junta.
Mesmo assim, havia outras pessoas que enalteciam a importância dos serviços públicos para a vila. “Acho que devemos manter os serviços, porque são aquilo que mantém uma povoação viva. Argozelo sempre teve correios, GNR, banco e agora querem encerrar tudo. São serviços que fazem falta, principalmente à população idosa”, salienta Cristina Veiga, uma popular.

Argozelo já reuniu mil assinaturas em defesa dos serviços públicos que vai enviar ao primeiro-ministro

Também João Português defende que os serviços mínimos sejam respeitados no interior do País, alegando que todos pagam impostos.
Na abertura do certame, o autarca de Argozelo fez um apelo à população para não aceitar ficar com o serviço dos CTT, que querem entregar o posto da vila a privados.
“Os CTT procuram sempre alguém em quem descarregar os seus objectivos e como tem acontecido em algumas freguesias têm entregado a particulares. O serviço dos correios tem muita responsabilidade que não deve ser entregue a terceiros”, defende Francisco Lopes.
O autarca garantiu que a Junta ainda está em negociações com os CTT para garantir este serviço público na vila e garante que para ficar com os correios tinham que ser asseguradas uma série de contrapartidas, visto que a autarquia não tem meios financeiros para assegurar um funcionário a tempo inteiro e dinheiro em caixa para pagar os vales à população idosa.
A população de Argozelo garante que vai continuar a lutar pelos serviços públicos, tendo já reunido cerca de mil assinaturas para enviar ao primeiro-ministro.

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