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Senhora da Luz escapa à crise

Senhora da Luz escapa à crise
  • 6 de Maio de 2011, 07:54

Apesar da crise que alastra nos dois países, a comissão que organiza a romaria não registou qualquer quebra no valor das esmolas ou das promessas feitas à Senhora da Luz. “Em tempo de crise as pessoas tornam-se mais devotas”, disse fonte ligada à Comissão Fabriqueira.
No entanto, nesta edição notou-se um menor afluxo de compradores e vendedores, em parte devido à Feira das Cantarinhas, que decorria em simultâneo na cidade de Bragança.
Outra das razões poderá ser o aumento do custo de vida em Portugal, que não escapa aos cidadãos espanhóis.
“Os bens de primeira necessidade são mais baratos em Espanha do que em Portugal. O valor do IVA é diferente, o que origina diferenças nos preços de alguns produtos”, considera Mary Cármen, uma turista oriunda da Valladolid.
Já Manuel Ferreira, um vendedor ambulante português, afirma que o preço dos combustíveis em Portugal reflecte-se sempre no produto final.
“Eu vendo frangos assados, sou obrigado a comercializar o meu produto a um preço mais caro que o meu concorrente espanhol, já que o preço do gás é mais alto em Portugal,” justificou.
A romaria realiza-se, anualmente, mesmo em cima da fronteira, onde uma simples linha branca delimita os dois territórios.
Os milhares de romeiros são atraídos, não só pela feira internacional, mas igualmente pela devoção à volta de Senhora da Luz.
Ali chegados, ouvem-se pregões em castelhano ou português, numa fusão de idiomas que os locais apelidam de “portunhol”.
Vítor Ferreira, um comerciante português ligado ao sector alimentar, garante que os espanhóis aparentam ter mais dinheiro. “Quando é na hora de comprar, os espenhóis não regateiam o preço. Chegam à banca, verificam a qualidade do produto e, se lhes interessar, levam sem olhar ao preço”, assegura.

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