Mirandela dá passo de gigante rumo à subida de divisão
Entrada concentrada e cautelosa de ambas as equipas mostrando grande qualidade, boa organização e cultura táctica, deixando antever que iria ser um jogo a ser decidido na pormenorização e onde o erro estava proibido. E foi precisamente um erro defensivo dos locais aos 3’ que deu o primeiro golo. Neste ponto da crónica não pode deixar de sublinhar o pormaior de Rui Lopes, a ler muito bem o lance, a roubar a bola e a retirar três adversários para assistir Dally. Este desvia o guardião com bom pormenor técnico e dispara para as malhas, abrindo o marcador.
O golo cedo teve o condão de acelerar o jogo, mas retirou-lhe alguma qualidade e discernimento. Os locais a querer recuperar depressa e bem o prejuízo, e os forasteiros a descomprimir, pensando em favas contadas.
Os locais assumem, mais com o coração do que com a cabeça, as despesas do jogo e conseguem alguma supremacia, dispondo de boas situações em que Armando e o ferro, por duas vezes, evitam o empate.
O descanso fez bem a toda a gente regressando as equipas com a mesma boa atitude, mas muito mais concentradas e melhor organizadas a proporcionar um bom espectáculo. O empate surge com um auto-golo de Ramalho. O técnico trasmontano resolve arriscar tudo, e a magia de Tijane obrigou Alexandre a fazer falta dentro da área, o que o excluiu do jogo indo mais cedo para o banho como já havia ido Dally. Na conversão do penálti, Rui Borges não perdoa.
Embora o empate não escandalizasse, a vitória assenta muito bem ao cada vez mais líder, pelo seu pragmatismo, coragem e competência de saber quando arriscar, e muito especialmente, pela sua impressionante dinâmica de vitória.